Eventuais problemas de saúde dos atletas com deficiência e o papel da medicina esportiva na prevenção e no tratamento

A prática de atividade física regular promove melhora na condição de saúde física e mental do indivíduo e proporciona benefícios a curto e a longo prazo. Das inúmeras vantagens se faz necessário destacar um bom condicionamento físico, fortalecimento dos músculos, aumento da capacidade cardiopulmonar, controle da pressão arterial, melhora do sistema imune, além de aprimorar o equilíbrio e a coordenação motora.
Nos últimos anos, o esporte adaptado tem ganhado espaço no Brasil. O papel do exercício físico na reabilitação de indivíduos com deficiência é fundamental para a adaptação ao cotidiano, melhora da qualidade de vida e reintegração na sociedade. É neste momento que acontece muitas vezes o primeiro contato com o esporte.
São diversas as modalidades capazes de agregar os atletas independentemente do grau e tipo de deficiência apresentada. A natação é um dos esportes mais procurados, justamente por proporcionar a participação de pessoas com deficiência visual, motora e intelectual.
Muitos atletas enxergam no esporte uma nova motivação para viver e, uma grande parte deles, busca uma melhora do desempenho atlético para conquista de medalhas ou simplesmente para saber até onde é capaz de se superar.
A Medicina Esportiva apresenta um olhar mais completo e diferente destes atletas, quando comparada aos demais ramos da medicina. Realiza um acompanhamento global e não apenas restrito à parte física e avalia alguns pontos importantes:
– Composição corporal (gordura e massa magra);
– Trabalho de força e equilíbrio muscular;
– Prevenção e tratamento de lesões relacionadas ao esporte, como a tendinite de punho e dor no ombro;
– Prevenção e tratamento de doenças clínicas como gripe, rinite, hipertensão arterial e tromboses;
– Biomecânica e fisiologia do esporte adaptado;
– Orientação alimentar e suplementação voltada à melhora do desempenho atlético;
– Overtraining;
– Doping em atletas de alto rendimento;

E claro, a medicina esportiva trabalha sempre de forma multidisciplinar, em parceria com a comissão técnica, a fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia e outras especialidades.
Nas Paralimpíadas do Rio 2016, o Brasil ficou em oitavo lugar, com 72 medalhas no total. Porém, para chegar neste ótimo resultado, muitos atletas tiveram que lidar com lesões até chegar aos jogos.
Nos cadeirantes existe uma grande preocupação com a formação de úlceras de pressão, uma vez que o atleta fica muito tempo sentado e eventualmente fere a pele na região glútea. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais porque uma ferida pode se tornar uma porta de entrada para bactérias e gerar uma infecção local e, até mesmo, em estados mais graves, ir para a corrente sanguínea. Não só apenas pela performance, mas pela saúde, é preciso que o médico do esporte esteja alerta às eventuais lesões.
Também é bastante comum em atletas cadeirantes dores e inflamação no ombro e punho. Isso acontece pelo movimento repetitivo com os braços, tanto pela força que exercem para mover a cadeira de rodas, como pelos arremessos e levantamentos de pesos, necessários para a prática do esporte.
A prevenção dessas lesões é realizada com exercícios de fortalecimento e equilíbrio muscular e, até mesmo, via identificação do grupo muscular afetado com o teste isocinético. Já o tratamento médico envolve desde sessões de fisioterapia, medicações (como anti-inflamatórios e analgésicos) e, nos piores casos, cirurgia.
A dor lombar é uma queixa prevalente nos atletas paralímpicos. São duas as causas comuns para a lombalgia. A primeira de origem miofascial, associada à mecânica esportiva e carga de treinamento e a segunda ocasionada pela alteração da postura corporal. Para evitar tal quadro é necessário um trabalho de fortalecimento dos músculos estabilizadores da coluna e abdome, equilíbrio da musculatura exigida na atividade e avaliação do gesto esportivo.
A prática do esporte adaptado deve ser incentivada pelos diversos benefícios à saúde que proporciona e, com a Medicina Esportiva, permite que a pessoa com deficiência atinja autonomia e independência para as atividades diárias, bem como a reintegração social. No caso dos atletas paralímpicos, a Medicina Esportiva leva à melhora do desempenho atlético, por meio da orientação adequada ao esporte.

Extraído da Revista Reação – Ano XlX – Nº 112 – Setembro/Outubro 2016

 

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