Prática de exercícios auxilia na recuperação física e emocional de pessoas com deficiência

Quase um terço dos atletas paralímpicos foi vítima de algum tipo de acidente, segundo comitê.

As Paralimpíadas Rio 2016 ajudaram a difundir as modalidades adaptadas e inspiraram muitas pessoas a pensar na possibilidade começar a praticar algum tipo de esporte. No caso da competição, 278 atletas competiram em 23 modalidades e mostraram ao mundo que aquele pensamento de “coitadinho” está mais do que ultrapassado.

Nos últimos anos muitas melhorias foram conquistadas nas políticas públicas para as pessoas com deficiência, mas ainda é preciso progredir em muitas áreas e uma delas é no incentivo financeiro e motivacional das modalidades esportivas adaptadas.

Todas as pessoas podem, e devem, praticar atividade física após alta médica de acordo com suas potencialidades e respeitando seus limites. Os benefícios são diversos como, por exemplo, melhoria do tônus muscular, do padrão respiratório, do equilíbrio e da coordenação motora. Além disso, se exercitar garante melhoria na qualidade de vida e no bem estar geral das pessoas que sofreram um acidente grave ou já nasceram com algum grau de deficiência.

Às vezes, essas pessoas passaram por meses de internação, estresse, dor, e encarar a nova realidade física e motora pode assustar e até deprimir. Então, o esporte pode ser uma opção para quem precisa enxergar a vida a partir de uma nova perspectiva. Além do acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, uma nova rotina pode ajudar e muito na recuperação.

O exercício físico auxilia na descoberta da nova realidade corporal, na reabilitação motora e na percepção de que existem muitas atividades bacanas para quem possui deficiência. É possível perceber também ganhos na recuperação emocional e no fortalecimento da autoestima. Muitas vezes o esporte serve também como aliado para incentivar a independência na execução das atividades diárias básicas já que a pessoa começa a se sentir mais capaz de fazer as coisas sozinhas e com segurança.

É importante lembrar que o início dos exercícios deve ocorrer somente após alta médica e deve ser acompanhado de profissionais para evitar agravamento do caso ou uma nova lesão. A rotina e o tipo de trabalho muscular serão elaborados de acordo com as necessidades de cada pessoa. Neste caso, um profissional de educação física pode ajudar na escolha do tipo de esporte e na elaboração da rotina de treinos.

Por fim, defendo que devemos falar menos em limitações e mais sobre capacidades, habilidades e na urgente necessidade de investimento em infraestrutura para garantir a inclusão e a acessibilidade. O que nossos atletas mostraram é que deficiência definitivamente não é sinônimo de imobilidade. Esporte é saudável e deve ser garantido por todos.

Extraído da Revista Reação – Ano XlX – Nº 112 – Setembro/Outubro 2016

 

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