Veja como funciona a terapia ocupacional para pessoas com deficiência

Extraído do blog da Freedom

Com a ajuda da terapia ocupacional, pessoas com deficiência têm conquistado maior independência, seja na realização de tarefas simples do dia a dia, seja no desenvolvimento de uma carreira profissional.

Essa área da saúde trabalha com atividades lúdicas, artísticas, profissionalizantes, de autocuidado, de adequação postural, prescrição de equipamentos, entre outras. Com isso, os pacientes passam a ter conhecimento de suas limitações e potencialidades, explorando-as muito mais.

Conheça essa terapia, que tem garantido a necessária e desejada autonomia às pessoas com deficiência!

Como funciona a terapia ocupacional?

O terapeuta ocupacional inicia seu trabalho com uma avaliação criteriosa do paciente. É imprescindível que as atividades propostas tenham significado para a pessoa, com base em suas necessidades e expectativas.

Com essas informações, o profissional elabora planos de reabilitação e adaptação, tendo como primeiro objetivo a autoconfiança do paciente. O trabalho pode ser realizado em sessões individuais ou em grupo.

Equipes multidisciplinares, que além do terapeuta ocupacional contam muitas vezes com neurologistas, ortopedistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e psicólogos, costumam trabalhar com o paciente questões que perpassam essas diversas áreas.

A terapia está disponível na rede pública de saúde ou em clínicas particulares. Em algumas cidades também pode ser encontrada em escolas, centros de convivência, clínicas geriátricas, serviços de saúde mental, consultórios, etc. Nesses locais, o terapeuta poderá, inclusive, abordar em um grupo mais heterogêneo questões relacionadas ao preconceito ou à inclusão da pessoa com deficiência.

Vale lembrar que idosos, pessoas com deficiência mental ou distúrbios emocionais, pacientes com problemas crônicos, como câncer, doenças reumáticas ou derrames, também se beneficiam desse tipo de tratamento.

Como é o trabalho da terapia ocupacional para pessoas com deficiência?

Com esse público, a terapia ocupacional intervém sobre as incapacidades resultantes da própria deficiência e sua relação com o ambiente, levando em conta o conjunto de dificuldades que esse indivíduo enfrenta.

Para isso, o terapeuta ocupacional atua junto à família da pessoa com deficiência, faz um levantamento dos espaços que frequenta — sua casa, local de trabalho, estudo ou lazer — e de sua rede social, seus amigos.

Portanto, o trabalho desenvolvido com a pessoa com deficiência não considera apenas a sua limitação, mas como esse paciente se relaciona, como está inserido no contexto social, nunca deixando de lado a sua individualidade.

Muitas vezes, a família de uma pessoa com deficiência também precisa do suporte de um terapeuta ocupacional. Os pais precisam saber lidar com a chegada de uma criança que apresenta alguma limitação, por exemplo. O profissional, nesse caso, fornecerá as orientações e esclarecimentos necessários, para, inclusive, fortalecer as relações familiares, que podem estar fragilizadas em momentos como esse.

A terapia ocupacional ajuda na adaptação da residência?

A adaptação da residência da pessoa com deficiência também faz parte do trabalho do terapeuta ocupacional. Pequenas modificações podem garantir muito mais independência a esse indivíduo em atividades diárias.

O profissional avalia o desempenho funcional do paciente dentro de sua própria casa ou do seu local de trabalho, sempre com o objetivo de facilitar o dia a dia dessa pessoa, evitando o risco de quedas ou acidentes.

O trabalho é desenvolvido para que sejam respeitados funcionalidade, conforto, segurança, qualidade e preferências do paciente.

Para um cadeirante, por exemplo, é essencial a instalação de rampas, além de portas e corredores largos. Os móveis devem ter cantos arredondados para evitar acidentes; tomadas e interruptores precisam estar a uma altura confortável para a pessoa que utiliza cadeira de rodas. Deve ser observada, também, a altura de pias, fogões ou mesas.

O banheiro merece atenção especial. Piso antiderrapante e barras de apoio são fundamentais. O terapeuta também pode indicar o uso de alguns acessórios especiais, como espelho inclinado, suporte para lavatório, bancos articulados para o banho, elevação para vaso sanitário, sistema de elevação e transferência individual, entre outros.

Em alguns casos, o terapeuta ocupacional recomenda a chamada ajuda técnica. São equipamentos de tecnologia assistiva, como cadeiras-elevadores ou acionamento automático de luzes, torneiras, descargas e tampas de lixo.

Quando um terapeuta ocupacional realiza esse trabalho de adaptação da residência, seu objetivo vai além das normas técnicas e de segurança. Ele aplica essas técnicas para que a pessoa com deficiência usufrua da melhor forma desse espaço. Não se trata de mera adaptação, mas de transformar a residência ou o local de trabalho em um ambiente acolhedor, agradável e seguro.

Existe avaliação para o uso de cadeira de rodas?

O uso de cadeira de rodas é necessário em muitos casos de perda da locomoção, temporária ou permanente. A cadeira de rodas, por vezes, é a única possibilidade de manter o deslocamento, possibilitando a autonomia e a participação social da pessoa com deficiência.

Contudo, para cada usuário e cada tipo de deficiência existe uma indicação de cadeira de rodas. Nesse aspecto, o terapeuta ocupacional é o profissional mais indicado. O profissional deve levar em consideração, além das características físicas do paciente, suas expectativas quanto ao uso desse equipamento, para que ele se sinta realmente confiante.

Da mesma forma que há um tipo de calçado para cada ocasião ou função, há diversos tipos de cadeira de rodas. Tudo vai depender da função que o indivíduo quer dar a ela, ou seja, se ele vai estudar, trabalhar, praticar um esporte, utilizar transporte público etc, e de sua capacidade motora.

Um cadeirante que tem, por exemplo, comprometimento também dos membros superiores ou que faz longos deslocamentos vai necessitar de uma cadeira de rodas motorizada. A locomoção acontece por meio de joystick, colocado no equipamento na melhor posição para aquele usuário. Ele vai controlar velocidade e direção.

O terapeuta ocupacional também vai trabalhar a postura do paciente na cadeira de rodas, para isso utilizando diversos recursos, tais como: bases rígidas para assento ou encosto, almofadas especiais, apoios laterais de tronco ou quadril, cintos de segurança, etc. Além disso trabalha a transferência do paciente para outro lugar. Se houver necessidade de ajuda de outra pessoa, ou de equipamento adequado para isso, ela passará por um treinamento, para que tudo ocorra de maneira confortável e segura, e a participação do paciente seja o mais ativa possível.

O manejo da cadeira de rodas é parte integrante do trabalho da terapia ocupacional, e o treino deve ser feito em diferentes terrenos e situações, garantindo a independência do cadeirante.

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